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Estados Schengen autorizam suspensão de controlos biométricos perante picos de afluência nas fronteiras

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Numa decisão histórica a 4 de maio de 2026, os estados de Schengen autorizaram a suspensão temporária dos controlos biométricos nas fronteiras internas durante picos de afluência, oferecendo flexibilidade ao abrigo da regra 90/180 para visitantes de curta duração. Esta medida visa aliviar o congestionamento em pontos de elevado tráfego, como aeroportos e centros ferroviários, onde os fluxos migratórios irregulares e as viagens de férias têm sobrecarregado os recursos. A Comissão Europeia anunciou a política, permitindo que os estados-membros dispensem a recolha de impressões digitais e exames faciais por até 30 dias quando os cruzamentos excederem os limites em 30%.

O enquadramento 90/180 — que permite a cidadãos não pertencentes à UE permanecerem sem visto por 90 dias num período de 180 dias — sustenta a reforma, uma vez que as autoridades notaram que a aplicação rígida da biometria estava a criar estrangulamentos nas viagens legítimas. Países como a Alemanha, França e Itália, que reportaram aumentos superiores a 20% no primeiro trimestre de 2026, pressionaram pela mudança para priorizar ameaças à segurança em detrimento de controlos rotineiros. "Isto equilibra a mobilidade com o controlo", afirmou a Comissária Europeia dos Assuntos Internos, Ylva Johansson, enfatizando os protocolos de partilha de dados para monitorizar excessos de permanência.

Críticos, incluindo defensores da segurança fronteiriça, alertam que a suspensão poderá comprometer a integridade do Espaço Schengen, convidando potencialmente ao abuso dos limites 90/180. No entanto, os apoiantes destacam os sucessos de projetos-piloto em 2025, onde isenções semelhantes reduziram os tempos de espera em 40% sem picos de incidentes. A medida entra em vigor imediatamente, com revisões obrigatórias a cada 15 dias para adaptação às pressões fronteiriças em evolução.

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